Queria muito escrever sobre este
ano, pois foi um grande ano em minha vida. Mas não sabia por onde começar.
Em 2013 vi que nem tudo é como
quero, que o mundo, definitivamente, não é meu. Como alguém me disse, num desentendimento por aí.
Tive que aprender a me adequar a
ambientes e pessoas cujo antigamente não suportava a ideia de ficar próxima.
Aprendi que birra não ganha sempre, e que precisava começar a amadurecer um
pouco mais.
Este ano cresci como pessoa. Cresci
na minha vida pessoal e profissional, pois aprendi que problemas sempre
existirão, mas a forma que eu os encaro irá definir o tamanho deles. Percebi
que me preocupava de mais com os outros, com as opiniões e problemas, e
deixava-me abater. Aprendi que se eu tiver razão, não devo deixar me
atropelarem ou deixar meus planos. E nunca, nunca mesmo, deixar qualquer um
interromper algum projeto meu.
Este ano percebi que certas coisas
desgastam. E que coisas banais em excesso acabam não sendo banais para sempre.
Pelo contrário.
Vi que às vezes é preciso mudar
cenário, atitude e, se preciso, até as pessoas para melhor conviver e viver. Que
às vezes uma dorzinha ignorada pode se expandir e causar graves hemorragias,
que podem levar a morte de algo ou alguém em nossa vida.
Aprendi que pessoas certas vêm, e
que nunca se vão por completo. E pessoas erradas fazem de tudo para ficar, mas
quando é realmente hora de partir, desaparecem.
As certas ficam por perto pelo
tempo necessário.
Este ano amadureci, cresci.
Aprendi tanta coisa, foram novas experiências... Ganhei tanta
gente... E perdi também. Tive que aprender a lidar com a dor da perda. Mas não
a dorzinha leve; a que dói e parece que nunca vai passar, de choro sufocante. De duas maneiras: a de aceitar que nunca mais veremos aquela pessoa, que este desejo está
inalcançável; e de que precisava aprender a viver sem, aprender a viver só
comigo mesma sem a dependência do outro.
Foi um longo, longo ano que passou
voando. Mas me trouxe grandes, enormes memórias. Cicatrizes, rugas, sorrisos e
lágrimas... e o que realmente importa, é a lição que se tira de tudo isso.
“‘Viver cada dia como se fosse o
último’ – Esse era o conselho convencional, mas na verdade quem tinha energia
para isso? E se chovesse ou você estivesse de mau humor? Simplesmente não era
prático. Era bem melhor tentar ser boa, corajosa, audaciosa e se esforçar para
fazer a diferença. Não exatamente mudar o mundo, mas um pouquinho ao redor.
Seguir em frente (...). Alegrar os amigos, permanecer fiel aos próprios
princípios, viver com paixão, bem e plenamente. Experimentar coisas novas. Amar
e ser amada, se houver oportunidade.”
Um
dia. – David Nicholls.
E este trecho vai acabar se tornando o legado para 2014.